
           IMPORTNCIA DO ESTUDO DA HERMENUTICA

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil


1. Todos os pregadores necessitam conhec-la.
2. Em razo das Escrituras serem de difcil interpretao (Pedro assim admite: ver II. Pd. 3:16).
3. A arma principal do soldado cristo  a Escrituras.

           A NECESSIDADE DO ESTUDO DA HERMENUTICA

            Surge em razo de:

1. O pecado ter obscurecido o entendimento do homem e ainda  exerce influncia preciosa sobre sua vida mental-consciente.
2. Muitas maneiras os homens diferem entre si e este fato naturalmente faz com que eles se distanciem mentalmente uns dos outros. Eles diferem em:
a. Capacidade intelectual -  gosto esttico, nas qualidades morais e disso resulta afinidade espiritual.
b. Conhecimento intelectual - Instrudos e os que no tiveram oportunidade.
c. Quando a nacionalidade - Com a correspondente diferena de lnguas, formas de pensamento, costumes e moral.
3. Que cada mensagem deve repousar numa slida fundamentao actica.
4. Que quando se visita, muitas perguntas se nos surgem e devemos ter respostas corretas.
5. Defender a verdade contra os ataques de alta crtica.

1. O TERMO HERMENUTICA
            Do grego Hermenutike que por sua vez, se deriva do verbo Hermeneuo (Interpretar)
Hermenutica:  a cincia que nos ensina os princpios, as leis e os mtodos de interpretao.
Exegtica:  a  aplicao desta cincia  Palavra de Deus.

Definio de Histria da Hermenutica

            1 - H diferena entre a histria da hermenutica como cincia e a histria dos princpios hermenuticos.
            2 - A 1 Histria (Hist. de Herm.), teria comeado a pelo ano de 1567 A.D, quando Flcio Ilrico fez a 1 tentativa de um tratamento cientfico de Hermenutica,
enquanto que a ultima (Hist. dos princ. Herm.), teria seu ponto de partida bem no comeo da era crist.
                       
Princpios de Interpretao entre os Judeus.
            Para definirmos, devemos distinguir as seguintes classes de judeus:
1 - Judeus Palestinos
      a - Respeito pela Bblia - Infalvel Palavra de deus.
      b - Consideravam Sagradas at mesmo as letras.
      c - Seus copistas tinham o hbito de conta-las a fim de evitar que alguma se perdesse na transcrio.
      d - Tinha a lei em mais alta estima do que os Profetas e os Escritos Sagrados. Da ser a Interpretao da lei o seu grande objetivo.
            
            Faziam distino entre o mero sentido literal da Bblia (tecnicamente chamado Peshat.) e sua exposio exegtica (Midrash).
            Essa exposio exegtica pode ser dividida em duas classes:
a - Interpretao de carter legal, tratando de assuntos de obrigaes impostas pela Lei em sentido estritamente Legalstico (Kalaklah); e.
b - Interpretao de tendncias mais livre e edificante, abrangendo todas as partes no legalistas da Escritura (Hagadah).
            
Fraqueza de Interpretao das Escrituras
            A fraqueza  devida ao fato de a exaltar a Lei oral que , em ltima anlise, idntica s inferncias dos rabinos, com apoio necessrio da Lei Escrita 
e finalmente us-la como meio para desprezar a Lei Escrita. Isto deu margem ao aparecimento de vrias formas arbitrrias de interpretao. Veja a afirmao de Cristo 
em Mc. 7:13.

Hillel um dos maiores interpretes (Hermenutas)
            Deixou-nos sete regras de interpretao, pelas quais ensinou, ao menos aparentemente, que a tradio oral devia ser deduzida dos dados fornecidos pela 
lei escrita. Estas regras, em forma sucinta. So as seguintes:
a - Leve e pesado: isto  do menor para o maior (rinore ad majus) ou vice-versa.
b - Deduo de especial para o geral.
c - Equivalncia.
d - Interferncia do geral para o especial.
e - Analogia de outras passagens.
f - Inferncia do contexto.
            
Judeus Alexandrinos
            Sua interpretao era mais ou menos determinada pela filosofia de Alexandria. Adotavam o princpio fundamental de Plato de que ningum deve acreditar 
em algo que seja indigno de deus. Quando encontravam alguma coisa no V.T. que no concordavam com sua filosofia e que ofendia a sua lgica, recorriam s interpretaes 
alegricas. Filo foi o grande mestre, deste mtodo entre os judeus. Ele rejeitou totalmente o sentido literal da Escritura, mas considerava uma concesso  nossa 
fraqueza. Para ele a letra era apenas um smbolo de coisas muito mais profundas.
            Deixou-nos alguns princpios de interpretao:
a - Negativamente: Quando o sentido literal deve ser excludo quando o que afirma  indigno de Deus.
b - Positivamente: O texto deve ser alegorizado quando as expresses so ambguas, quando existem palavras suprfluas, quando a expresso  variada, quando h emprego 
de sinnimos, quando  possvel um jogo de palavras em qualquer das suas modalidades, etc. Estas regras abriram caminho para toda espcie de erros de hermenutica.
           
           Os Caraitas
            Esta seita chamada tambm "os protestantes do judaismo" foi fundada por Anan Ben David cerca de 800 A.D. Do ponto de vista de suas caractersticas fundamentais 
pode ser considerados como descendentes espirituais dos saduceus. Representam um protesto contra o rabinismo parcialmente influenciado pelo Maometismo. A forma hebraica 
da palavra "Karaites"  Benimikra - "filhos da leitura". Eram assim chamados porque, seus princpios fundamentais eram considerar a Escritura como a nica autoridade 
em matria de f. Desprezo a tradio oral e a interpretao rabnica. Por outro lado um novo e cuidadoso estudo do texto da escritura, os rabinos.
           
            Os Cabalistas
            a - Sculo XII - Era de natureza diferente. O mximo do absurdo. Admitia que todo o Massorah mesmo os versos, e as palavras, as letras, vogais e acentos 
foram entregues a Moiss no Sinai, e que o numero de letras, cada letra de per si, a transposio e a substituio tinham poder especial e sobrenatural. Em sua tentativa 
de desvendar os mistrios divinos, lanaram mo dos mtodos seguintes:
* Geometria: De acordo com o qual podiam substituir certa palavra bblica por outra que tivesse o mesmo valor numrico.
* Notarikon: Que consistia em formar palavras para combinao de letras iniciais e finais, ou por considerar cada letra de uma palavra a letra inicial de outra palavra.
* Temorah:  Que indicava o mtodo pela qual se conseguia nova significao das palavras por meio de intercmbio de letras.

           Os Judeus Espanhis - Sc XII ao XV
            Mtodos mais sadio de interpretao entre os judeus da Espanha. Quando a Exegese da Igreja Crist estava periclitante, e o conhecimento do hebraico estava 
quase perdido, alguns judeus instrudos da Pennsula Pirenica restauraram a luz do Castial. Os principais exegetas desta poca foram :
            Abro Aben Ezra; Salomo IzaaK Jarck; David Kinchi; Izaac Aberbanel; Elias Levita.
            
 Princpios Histricos da Hermenutica na Igreja Crist
           
           Perodo Patrstica
            No perodo patrstica, o desenvolvimento dos princpios hermenuticos se prende a trs diferentes centros da vida da Igreja:
a - A escola de Alexandria: No comeo do III sculo A.D. a interpretao bblica foi influenciada especialmente pela Escola catequtica de Alexandria. Esta cidade 
era importante centro de estudo, e ali, se encontraram e mutualmente se influenciaram a religio judaica e a filosofia grega. A filosofia platnica ainda era corrente 
ali nas formas do Neoplatonismo e do Agnosticismo. A famosa escola catequtica se deixou influenciar pela filosofia popular e se acomodou a ela em sua interpretao 
da Bblia.
            Encontrou o mtodo de harmonizar religio e filosofia na interpretao alegrica, pois:
b - Filosofia Estica: havia h muito empregado este mtodo na interpretao alegrica, pois:
c - Filo: que era alexandrino, emprestou a este mtodo o peso de sua autoridade, reduzindo-o a um sistema, e aplicando-o at mesmo para as mais simples narrativas.

Principais Representantes da Escola de Alexandria
            1.) Clemente de Alexandria:Foi o primeiro a aplicar a mtodo alegrico na interpretao do Velho Testamento. Props o princpio de que toda a escritura 
devia ser interpretada alegoricamente. Era a sua principal caracterstica. Em sua opinio, o sentido literal das Escrituras poderiam apenas fornecer um tipo de f 
elementar, enquanto o sentido alegrico conduziria ao verdadeiro conhecimento.
            
            2.) Origines: Discpulo de Clemente, foi alm dele tanto em saber e influncia. Foi sem dvida o maior telogo de seu tempo. Mas seu principal mrito 
reside no trabalho de criticismo textual que realizou e no tanto na interpretao bblica. Origines considerava a Bblia como meio de salvao do homem; e porque, 
de acordo com Plato, o homem consiste de trs partes, corpo, alma, esprito, ele aceitou que a Bblia tem uma trplice significao, a saber, a literal, a moral 
e a mstica ou alegrica. Em sua prtica extica, ele quase menosprezou o sentido literal da escritura, referiu-se raramente ao sentido moral e constantemente empregou 
o sentido alegrico, visto que ele produzia conhecimento verdadeiro.
           
A Escola de Antioquia
            A Escola de Antioquia, foi fundada por Durouto e Lcio, no fim do terceiro sculo, embora outros autores considere Diodoro, 1 Presbtero de Antioquia, 
e depois bispo de Tarso depois de 378 A.D. como verdadeiro fundador da escola. Diodoro escreveu um tratado sobre princpios de interpretao. Deixou dois ilustres 
discpulos que tornaram verdadeiros monumentos: Teodoro de Mopsustia e Joo Crisstomo. Estes dois homens diferiam entre si em vrios aspectos. Teodoro sustentou 
o ponto de vista liberal a respeito da Bblia, enquanto Crisstomo a considerou em todas as suas partes como sendo a infalvel Palavra de Deus. A exegese do primeiro 
era intelectual e dogmtica e a do ltimo, mais espiritual e prtica. Um se tornou famoso como crtico e intrprete; o outro, se bem que fosse um exegeta de no 
menos habilidade, eclipsou todos os seus contemporneos como orador. Teodoro era considerado exegeta e Joo foi chamado Crisstomo o bode de ouro.
            No trabalho da exegese, Teodoro superou Crisstomo. Considerava o fator humano na produo da Bblia, mas,  pena dizer, negou a inspirao da Bblia, 
pois no a aceitou como inspirao divina vrios livros dela. Defendeu a interpretao histrico-gramatical, que o colocou muito alm do seu tempo.
            
A Exegese no Ocidente
            Apareceu no ocidente um tipo de exegese. Era intermedirio. Possua em seu bojo alguns elementos da Escola de Alexandria (alegrico), e princpios da 
escola Sria. Acrescentou outro elemento que a  caracterizou, a autoridade da tradio e da Igreja na interpretao da Bblia. Atribui valor normativo ao ensino 
da Igreja no campo da exegese. Esta exegese foi representada por Hilrio e Ambrsio, mas de modo especial por Jeronimo e Agostinho.
            A Vulgata Latina traduzida por Jeronimo lhe deu fama mais do que sua interpretao. Era conhecedor de hebraico e do grego, mas seu trabalho no campo 
exegtico consistiu principalmente de grande nmero de notas lingsticas, histricas e arqueolgicas. Agostinho difere de Jeronimo no fato de o seu conhecimento 
das lnguas originais ser muito deficiente. Isto eqivale dizer que fundamentalmente ele no foi um exegeta.
            Seus princpios hermenuticos, apresentados no seu trabalho "De Doctrina Christiana", eram melhores do que sua exegese. Deus nfase  necessidade de 
se considerar o sentido literal, e de se basear nele o alegrico; mas, ao mesmo tempo, usou muito livremente a interpretao alegrica. Alm do mais nos casos em 
que o sentido da escritura era dbio, ele deu voz decisiva  Regula Fidei que significava uma afirmao compendiada da f da Igreja. Infelizmente Agostinho tambm 
adotou um quadruplo sentido da escritura: Histrico, Etimolgico, Analgico e Alegrico. Ele influenciou nesse sentido a interpretao na idade mdia.
            
           
           Perodo da Idade Mdia
            Neste perodo, vimos a nmero de clrigos completamente desconhecedores da Bblia. O que conheciam dela era a Vulgata e os escritos patriticos. A Bblia 
era considerada misteriosa e que somente podia ser entendida misticamente. Nesta poca era aceito o quadruplo sentido da escritura era aceito, o literal, topolgico, 
alegrico e o analgico. E era geralmente aceito que a interpretao da Bblia tinha de adaptar-se a tradio e a doutrina da Igreja. Nenhum novo principio de interpretao 
surgiu neste perodo. A exegese estava de ps e mos amarradas pela tradio e pela autoridade da Igreja.
            
           Perodo da Reforma
            a - A Renascenca foi de grande importncia para o desenvolvimento de sadios princpios hermenuticos. Nos sculos XIV e XV havia muita ignorncia quanto 
ao contedo da Bblia. Somente conheciam a traduo de Jeronimo; A Renascena chamou a ateno para a necessidade de se recorrer ao original. Nesta poca surgiram 
Reuchlein e Frasmo que mostraram pos intrpretes da Bblia que deviam estuda-la em suas lnguas originais. Reuchlein publicou o Dicionrio da lngua hebraica e Frasmo 
editou a primeira crtica do Novo Testamento Grego. Os reformadores criam que a Bblia era a inspirada Palavra de Deus embora a idia de inspirao estrita, eles 
a concebiam como sendo mais orgnica do que mecnica. Contra a infalibilidade da Palavra. Sua posio patenteia na afirmao de que no  a Igreja que determina 
o que as Escrituras ensinam, mas as Escrituras que  determinam o que a Igreja deve ensinar; o carter essencial da sua exegese resultou de  dois princpios fundamentais, 
1 - Escritura Scripitura Interpres, isto , a Escritura  a interprete da Escritura e, 2 - Omnis Intellectus Ac Expositivo Scripture Sit Analosta Fidel; isto , 
que toda Compreenso e exposio da escritura seja de acordo com a analogia da f. Para eles a analogia da f (analogia fidei) e  igual a analogia Soripturas, isto 
, o mesmo uniforme da Escritura.
b - Lutero - Traduzindo a Bblia para o alemo vulgar (popular), Lutero prestou um grande trabalho de exposio, e bem que bastante limitado suas regras de hermenutica 
eram melhores do que era sua exegese. Defendeu o direito do juzo privado, salientou a necessidade de se considerar o contexto e as circunstncias histricas; exigiu 
do intrprete intuio espiritual  f; pretendeu encontrar Cristo em toda parte da escritura.
c - Melanchthon - Foi o brao direito de Lutero e seu superior no saber. foi interprete admirvel pelo seu conhecimento do grego e do hebraico. Na sua obra exegtica 
seguiu os princpios:
* As Escrituras serem entendidas gramaticalmente antes de serem teologicamente;
* As Escrituras tem apenas um simples e determinado sentido.
d - Calvino - O maior exegeta da Reforma. Suas exposies abrangem quase todos os livros da Bblias. Os princpios por ele adotados foram os mesmos de Lutero e Mlanchthon. 
Achou que o mtodo alegrico era uma artimanha satnica para obscurecer o sentido da Escritura. Cria na significao tipolgica de muitas figuras do Velho Testamento 
mas no concordava com Lutero que afirmava encontrar Cristo em qualquer lugar da Escritura.
            Reduziu o nmero dos salmos messinicos. Insistiu que os profetas devia ser interpretados a luz das circunstncias histricas. Achou que o primeiro deve 
ser um interprete, era permitir que o autor diga o que realmente diz, ao invs de lhe atribuir o que deve dizer.
e - Catlicos Romanos - No progrediram no campo exegtico. No admitiram a direito de juzo privado, e defenderam-se contra os protestantes, a posio segundo o 
qual a Bblia devia ser interpretada em harmonia com a reedio. O Conclio de Trento enfatizou:
* que deveria ser mantida a autoridade da tradio eclesistica;
* que a mais alta autoridade devia ser atribuda   Vulgata;
* que  necessrio que a interpretao que se d esteja de acordo com a autoridade  da Igreja e o assentimento unanime dos pais.
           
PERODO DO CONFESSIONALISMO
            Mesmo que se recusassem a submeter-se sua exegese ao domnio da tradio e da doutrina da Igreja, corriam  o risco de se deixar escravizar pelos padres 
confessionais da Igreja. Nesse tempo toda cidade importante tinha seu credo favorito (Farrar). foi o perodo das controvrsias. O protestantismo estava dividido 
em vrias faces. Houve publicaes de vrios trabalhos polmicos. Cada qual defendia a sua idia, baseando-se na Bblia. A Exegese se tornou serva da dogmtica 
e degenerou  em mera busca de textos e provas. Estudava-se as escrituras para encontrar nelas as verdades incorporadas nas confisses. As tendncias prevalecentes 
deste perodo no so as reaes contra ele. H trs destas reaes que merecem ser mencionadas:
      * Socianos - No criaram nenhum princpio hermenutico. As suas exposies se basearam na afirmao de que a Bblia deve ser interpretada de modo racional, 
ou talvez melhor, em harmonia com a razo. Como Palavra de Deus a Bblia no podia conter qualquer coisa contrria   razo isto  de acordo com o seu pensamento. 
Eles abandonaram as doutrinas da Trindade. das duas natureza de Cristo e da Providncia. O seu sistema teolgico era uma viatura de racionalismo e supranaturalismo. 
De sua exegese era dominada por um sistema dogmtico.'

      *  Coccejus - Telogo holands no se satisfaz com o mtodo corrente de interpretao se baseava em que o intrprete devia estudar casa passagem  luz do seu 
contexto, do pensamento dominante e do propsito do autor. Praticou  excessivamente a tipologia, que o levou no s a ver Cristo em toda parte da Bblia, mas tambm 
a descobrir as vicissitudes da Igreja no Novo Testamento, no curso de sua histria, tipificada pelo V.T. e at nas palavras a atos do prprio Cristo. Contra o procedimento 
de Coccejus, Turretim insistiu em que a Bblia devia ser interpretada sem preconceitos dogmticos, e com o auxlio da lgica e da anlise.
      *  Os  Pientistas -  Sendo testemunhas das lutas entre os protestantes, os pietistas se inclinaram a promover uma vida piedosa. No todo, eles representavam 
uma reao sadia contra as interpretaes dogmticas do seu tempo. Insistiam no estudo da Bblia nas lnguas originais, e sob a influncia e iluminao do Esprito 
Santo, mas o fato de, em sua exposio te vem por alvo principal a edificao, levou-os gradualmente no desprezo da cincia. De acordo com o ponto de vista dos Petistas, 
o estudo gramatical, histrico e analtico da Palavra de deus produzia apenas o conhecimento externo e superficial do pensamento divino, enquanto que o estudo que 
tira inferncias para repreenso (Pragmtico) e o Prtico (consistindo de orao e lamentao) penetraro no mago da verdade.
            
 PERODO CRTICO-HISTRICO
            Se o perodo anterior foi testemunha de alguma oposio a interpretao dogmtica da Bblia, no perodo critico - histrico, o esprito de reao  ganhou 
o lugar predominante no campo da Hermenutica e da Exegese. Houve freqentemente oposies extremadas e ento se defrontava com determinada  resistncia. Vrios 
pontos de vista foram expressos a respeito da inspirao da Bblia, mas eram unnimes em negar a inspirao verbal e a infalibilidade da Escritura. Fizera tentativas 
no sentido de sistematizar a doutrina da inspirao. Alguns adotaram pontos de vistas diversos, como Le Clerk, segundo o qual a inspirao variava em graus nas diferentes 
partes da Bblia admitindo a existncia de erros de interpretao na naquelas partes em que estas inspirao parcial, limitando as pores pertinentes a f e a moral, 
admitindo, portanto, a possibilidade de erros histricos e geogrficos, Scheivacher e seus seguidores negaram o carter sobrenatural da inspirao e a identificaram 
com a iluminao espiritual dos cristos. Wegscheider e Paskes reduziram-na ao poder que todo homem possui simplesmente em virtude da luz material, Em nosso dias 
 comum falar-se em inspirao como dinmica, e relacion-la  mais com os autores do que com seus escritos. Estabeleceram princpios segundo a qual a Bblia devia 
ser interpretada como qualquer outro livro. O elemento divino da Bblia foi em geral menosprezado, e o intrprete se limitava  discusso de questes histricas 
e crticas.
            O fruto produzido por este perodo foi a conscincia da necessidade da interpretao Gramtico- histrica da Bblia. No comeo deste perodo apareceram 
duas escolas que se opunham: A Gramatical e a Histrica.
           
 A Escola Gramatical
            Fundador Ernest, em seus escritos estabelece quatro  princpios de interpretao:
1 - Sentido mltiplo da Escritura deve ser rejeitado, e somente se deve conservar o sentido literal.
2 - As interpretaes alegricas devem ser abandonada, exceto nos casos e que o autor indique o que deseja a fim de se combinar com o sentido literal.
3 - Visto que a Bblia tem o sentido gramatical em comum com outros livros, isto deve ser considerado em ambos os casos.
4 - O sentido literal  no pode ser  determinado por um suposto sentido dogmtico.
            A Escola Gramatical era supranaturalista, prendendo-se " a palavra do texto como legtima fonte de  interpretao autntica da verdade religiosa"(Elliot). 
Este mtodo era unilateral, pois servia exclusivamente a uma pura e simples interpretao do texto, que nem sempre  suficiente na interpretao da Bblia.
            
 Escola Histrica
            Esta escola teve origem com Semler. Filho de pas pietistas, tornou-se, apesar disso, era certa extenso, o pai do Racionalismo. Semler chamou a ateno 
para o aspecto humano da origem histrica e da composio da Bblia, fato at ento negligenciado. Semler afirmou que os livros da Bblia eram historicamente condicionados. 
Em razo de os livros serem escritos para uso local   e efmero, e que no pretendiam ter valor normativo para todos os homens e todos os tempos, vistos serem escritos 
por diferentes classes do povo. Achou erros misturados, pois Jesus e seus apstolos se acomodaram em algum pontos ao povo a quem se dirigiram.
            
 Tendncias Resultantes
a - Racionalista: Formada por uma ala, cujo somente  encontrada em Semler no campo da exposio histrica, temos como exemplo desta ala os seguintes:
            1 - De Paulus que assumiu uma posio puramente naturalista. Distinguiu duas questes, a saber: Se os milagres ocorreram: e, como tudo que aconteceu 
pode ter acontecido.
            2 - Paulus foi ridicularizado por Strauss quanto a sua teoria, que props a teoria mtica do Novo Testamento. Sob a influncia de Hegel, ensinou que 
a idia messinica, com todos os seus acrscimos do miraculoso, desenvolveu-se gradualmente na histria da humanidade. No tempo de Jesus as expectaes messinicas 
estavam no seu auge. O trabalho de Jesus  e seu ensino deixaram impresso to profunda sobre os discpulos que depois de sua morte, atriburam-lhe palavras e obras 
maravilhosas, que se  esperavam do Messias, incluindo a ressurreio.
            3 - Tambm estes ensinos foram ridicularizados por F.C.Baur, o fundador da escola de Tubingen, que ensinou que o Novo Testamento se originou de acordo 
com o princpio hegeliano de tese, anttese e sntese, Sustentou que a hostilidade entre as faces Paulina e Petrina produziu uma literatura rival, e, finalmente, 
tambm a composio de livros que visavam a reconciliaes dos partidos oponentes. Como resultado, evidenciaram-se trs tendncias na literatura do Novo Testamento. 
Esta teoria tambm teve o seu dia.
            4 - No presente, o Velho Testamento  mais objetivado pelos assaltos crticos do que o Novo Testamento. A Escola Graf-Kuenen Wellhausen tem por objetivo 
explicar o Velho Testamento de modo "histrico objetivo", isto , de acordo com a  filosofia evolucionista.
b - Reao Racionalista: O Racionalismo no se desenvolveu sem oposio. No curso dos tempos, apareceu duas reaes:
1 - A Escola de Conciliao: Cujo principal impulsionador foi Scheleier macher. Em seus ensinos sobre hermenutica, abandonou a doutrina da inspirao, negou a validade 
permanente do Velho Testamento e tratou a Bblia como outro livro qualquer, se bem que no duvidasse da genuinidade substancial da Escritura. Separou entre o essencial 
e o no essencial, e achou que a cincia crtica era capaz de estabelecer a linha divisria entre ambos. Com toda a sua piedade do corao, seguiu, o seu trabalho 
exegtico, os caminhos do Racionalismo.
            Foram seguidores desta Escola: De Wette, Rleek, Gesenius e Ewald que tinham tendncias profundas para o Racionalismo. Outros adotaram uma posio intermediria, 
por serem mais evanglicos. Theluck, Riehm, Weiss, Luecke, Neander e outros. Eles rejeitaram inteiramente a teoria da inspirao verbal, mas ao mesmo tempo revelaram 
profunda reverencia para com a autoridade das Escrituras Sagradas. A Escola de Conciliao no faz mais do que proclamar a autoridade da Bblia em matria de religio.
2 - A Escola de Hengstenberg: A Escola anterior serviu para impedir o curso do Racionalismo. Uma reao mais efetiva apareceu na Escola de Hengstenberg, que retornou 
aos princpios da Reforma. Ele acreditou na inspirao plenria da Bblia, e consequentemente, defendeu sua inefabilidade. Firmou sua posio nos padres confessionais 
da Igreja Luterana. Em suas polemicas e asseres, revela uma tendncia para alegorizar: Em seus trabalhos apresenta uma profunda erudio filosfica e histrica 
e ao mesmo tempo revela sua intuio da revelao divina. Keil e Havernick e Kurtz.
            c - Tentativa Alm do Sentido Gramtico-Histrico: O resultado final deste perodo  o mtodo Gramtico-Histrico de interpretao. Vrios representantes 
desta Escola: 
            Kant: Afirmou que somente a interpretao moral da Bblia tem significao religiosa. De acordo com o pensamento de kant, o progresso tico do homem 
deve ser o princpio dominante na exposio da Palavra de deus. Desde que no atenda a este propsito, deve ser rejeitado.
            Olshausen: Advogou a necessidade de se alcanar "o sentido mais profundo  das Escrituras". A maneira de descobrir o sentido mais profundo  reconhecer 
"a revelao divina na Escritura, e seu ponto central, Cristo, em sua unidade com Deus e com a humanidade" (Immer). Adverte contra a antiga interpretao alegrica.
             Germar: Adotou o que ele chamou de interpretao pan-harmonica da escritura. "Exigiu completa harmonia entre o sentido encontrado na Escritura, desde 
que seja considerado como revelao de deus, e as declaraes de cristo e tudo mais que seja certo e verdadeiro" (Reuss). 
4 - Roch: Sugeriu a interpretao pneumtica ou espiritual. Ensinou que o intrprete devia ter o esprito da f. Este esprito, diz ele daria ao interprete a convico 
de que vrias partes das Escrituras cujo sentido  claro. Em suma, isto quer dizer que a Bblia deve ser interpretada de acordo com a analogia fidei.
            
            
 HERMENUTICA SACRA
            
1 - Verdades que devem ser conhecidas quanto a Hermenutica Sacra:
            A Hermenutica Sagrada exige uma descrio do seu objeto a Bblia. Podemos l-la sem a entendermos, mesmo em pontos essenciais, como podemos l-la entendendo-lhe 
o seu sentido. A descrio de seu objeto nos obriga a conhecermos verdades que se relacionam com a Hermenutica Sagrada.
            
           Dentro as verdades, podemos destacar:
a  - A inspirao da Bblia : Quando discutimos o carter da Bblia,  natural que devemos colocar em primeiro lugar e principio de que a palavra de deus no foi 
entregue ou enviado por homens, mas que "homens santos de Deus falaram movidos pelo espirito santo" e que o senhor desejoso de levar a salvao a todos os homens, 
escreveu com o prprio dedo, as duas tbuas da lei. a Bblia  divinamente inspirada . Este   um dos grandes princpios da Hermenutica Sagrada.
            Por inspirao entendemos a influncia sobrenatural exercida pelo Esprito Santo sobre os escritores sacros, em virtude da qual seus escritos conseguem 
veracidade divina, o constituem suficiente e infalvel verdade divina e regra  de f e prtica.
b - Unidade do sentido da Bblia: Os livros da bblia constituem uma Unidade Orgnica no  meramente mecnica; que consiste em diferentes partes preparadas com 
vistas a uma correlao mtua, como as peas de um relgio, e que finalmente tenham sido colecionadas em um volume. A Bblia no foi feita, porm cresceu, e a composio 
dos seus livros marca os estgios de seu desenvolvimento progressivo. As suas diferentes partes so mutualmente dependentes e todas so subordinadas ao organismo 
como um todo. A prpria Bblia testifica de   sua unidade, de diferentes maneiras. Notemos os exemplos:
            1 - As passagens citadas na Palavra de Deus indicam o fato de que ela tem um autor principal, o Esprito Santo.
            2 - O contedo da Bi
            bblia, no obstante sua variedade, revela admirvel unidade. Todos os livros da Bblia tem como centro unificador a pessoa de Jesus Cristo. Todos eles 
se relacionam com a obra redentora e com a fundao do reino de Deus, O que nos impressiona  que 66 livros surgiram gradativamente num perodo de 1.600 anos e mantm 
to notvel unanimidade.
            3 - O carter progressivo da revelao de Deus  tambm efetiva de sua unidade.
            4 - Citaes coletivas da escritura indicam a sua unidade. Os escritores do N.T. freqentemente ilustravam ou apoiavam alguma verdade particular citando 
vrios livros do V.T.
            
            A Unidade na Diversidade
a - A distino entre o V.T. e o N.T. diferem nos seguintes aspectos:
            1 - Quanto ao contedo - O V.T. contm a promessa; o N.T. o cumprimento. O primeiro aponta para vinda de cristo e nos conduz Ele; o N.T. tem Cristo o 
seu ponto de partida o contempla seu sacrifcio perfeito como expiao pelo pecado do mundo. Agostinho assim afirmou: "O Novo Testamento est oculto no Velho, o 
Velho est aberto em o Novo".
            
            2 - Quanto a forma - O V.T.  proftico, enquanto que o Novo  apostlico.
            3 - Quanto  linguagem - O V.T. est escrito em hebraico, com exceo de algumas partes do livro de Daniel e poucos versculos em Jeremias e Esdras, 
enquanto que o Novo Testamento est escrito em grego Koin.
            
 VERDADES POR INDUO
            1 - O alicerce de toda Hermenutica  Sagrada  a prpria Bblia. Determina-se o sentido de um texto comparando - se Bblia com Bblia.
            2 - O objeto central de toda revelao divina  Jesus Cristo.
            3 - Os leitores da Bblia so iluminados pelo Esprito Santo (Jo.14:26;I Cor. 2:10-13).
            4 -  Para compreender a Bblia, precisa o homem, ainda que talentos oculto, preencher certos requisitos. Eis alguns:
a - Espiritualidade: Leia-se Cor. 2:14 a 3:2. Incluc: 1. Converso; viver em Harmonia com o Espirito Santo, para que  Ele possa agir livremente como instrudo.
b - Estudo: Estudar a Bblia diligentemente com o propsito de conhecer a verdade e com a vontade decidida de aceit-la (Jo. 5:5:39; Atos 17:11-12).
c - Humildade: Humildade e ausncia de preconceitos (Atos 8:31).
d - Orao: Buscando as luzes daqueles que nos deu a revelao escrita. Tiago 1:5; Salmo 119:18-19.
e - Bom senso e discernimento: Leia Mt. 16:3; Lc. 12: 56; I Joo 5:20.
            
O ESTILO DA ESCRITURA - CARACTERSTICAS GERAIS
            Todos os estudiosos so unanimes em afirmar que o assuntos mais profundos so expostos nas escrituras de maneira mais simples. A simplicidade de estilo 
 caracterstica da lngua hebraica e , em Certo sentido, tambm do Novo testamento grego. Nota-se:
            1 - No hebraico, quase todas as razes consistem de trs radicais. H somente dois tempos, o perfeito e o imperfeito somente dois gneros, o masculino 
e o feminino. Substantivos e verbos compostos so poucos, e quase todas as sentenas so coordenadas.
            2 -  A relao entre os diferentes sentenas  em muitos casos, indicada pelas simples copulativa (VAV) onde a conexo lgica exigiria uma conjuno 
mais especfica. Da porque esta partcula, se bem que seja apenas conectivo geral, possa indicar varias relaes especiais. Ela pode ser explicativa (portanto); 
Ams 3:11; 4:10; adversativa (e ainda). Juizes 16:15; Salmos 28:3; Dedutiva (portanto, ento); Ez. 8:12; Causal (porque), Salmos 5:2; Final (a fim de que), principalmente 
em frases conotativas. Em N.T. a conjuno KAI  tambm usada da mesma maneira.
            3 - A ocorrncia freqente da Jendiades, em que duas palavras unidas por uma conjuno expressam a mesma idia de uma palavra com um qualificativo, por 
exemplo, "que sejam eles para sinais, para estaes ou para dias e anos"(Gn.1:14), "no tocante a esperana e a ressurreio dos mortos seu julgado"(Atos 23:6).
            4 - Muitas vezes encontramos discurso direto onde esperaramos encontrar o indireto. Podemos encontrar alguns exemplos disto em II Samuel 13:32; Is.3:6; 
Jr. 3:16; Salmos 2:3; Mt. 1:20; 2:3,5.
            5 - Revelam marcada tendncia para representar verdades abstratas em formas concretas.
            6 -  O uso extensivo da linguagem figurada. Isto resulta, em parte da impossibilidade de escrever coisas espirituais e celestes por meio da linguagem, 
da preferencia oriental pela representao plstica e pictrica, e do desejo de alcanar beleza e variedade de estilo.
            7 - O paralelismo peculiar que caracteriza grande parte da poesia bblica e parte de sua prosa. Louwth d exemplo de trs espcie de paralelismo:
            * Sinonmico, em que a mesma idia  repetida em diferentes palavras. Neste caso, pode haver apenas similaridade (sal. 24:2; J 5:6); ou idntico ( Pr. 
6:2; Salmo 93:3).
            * Antittico, em que o segundo membro de uma linha ou verso apresenta o inverso do mesmo pensamento. Isto se encontra especialmente no livro dos Provrbios. 
Pode ser simples (Prov.14:34; Sal.30:6) ou composto (Is. 1:3, 19,20).
            * Sinttico, tambm chamado construtivo e epteto. No segundo membro acrescenta algo de  novo ao primeiro ou explica. Pode ser correspondente, quando 
a primeira linha corresponde a terceira e a segunda a quarta (Salmo 27:1 ; 35:26,27); ou cumulativo, quando apresenta uma srie de idias sucessivas, algumas vezes 
conduzindo a um clmax (Sal. 1:1,2; Is.55:6,7; Heb.3:17).
            * Inverso ou Quistico, definido como paralelismo em ordem reversa em que os hemstiquios dos membros so arranjados quisticamente (Prov.23:15,16; 10:4,5; 
13:24).
            8 - Aspectos da linguagem do Novo Testamento - O assunto no esta plenamente resolvido, razo porque no afirmamos com segurana. Por muito tempo foi 
defendida a posio de que a linguagem do V.T. era grandemente influenciada pelo grego da LXX e, atravs desta, pelo hebraico ou aramico.
            
INTERPRETAO GRAMATICAL NA HERMENUTICA SAGRADA
            1 - Etimologia das Palavras: a significao etimolgica das palavras merece a primeira ateno, no por ser a mais importante para o interprete, mas 
porque logicamente precede as outras significaes. Em regra, no se deve penetrar demasiadamente em investigaes etimolgicas.
            2 - O Uso Corrente das Palavras: A significao corrente da palavra  de maior importncia para a interpretao do que sua significao etimolgica. 
A fim de interpretar corretamente a Bblia, o expositor deve conhecer as significaes que as palavras adquiriram no decorrer dos tempos, e o sentido em que os autores 
Bblicos as empregaram.
            3 - O Uso de Palavras Sinnimas: Toda lngua tem antnimos e sinnimos. Palavras sinnimas so aquelas que tem a mesma significao ou que concordam 
uma ou mais de suas significaes, mesmo diferindo em outras. As lnguas em que a Bblia foi escrita so tambm ricas em palavras e em expresses sinnimas. Deve-se 
verificar que esta riqueza nem sempre se manifesta nas tradues. Em alguns casos,  quase impossvel, porm em outros  conseguido.
            4 - O Significado da Palavras no seu Contexto:
* Uma palavra pode ter apenas uma significao no contexto em que ocorre.
* Casos em que vrias significaes de uma palavra so reunidas de maneira que resultam numa unidade maior.
           
Uso Figurado de Palavras
1 - Certos textos devem ser entendidos literalmente.
            
2 - Na Bblia existem palavras que devem ser entendidas figuradamente. Elas podem ser:
            Metfora:  a figura em que se afirma alguma coisa ou ser que ela representa ou simboliza, ou com que se compara: Ex.: Joo 6:55;  Zc. 3:8.
            Metonmia: Indica relaes como causa e efeito, progonitor e posteridade, sujeito e atributo, smbolo e coisa simbolizada. I Ts. 5:19;  Lc.16:29;  Is.22:22; 
At.7:8.
             Sindoque: Se assemelha de certo modo  Metonmia, mas a relao em que se encontra  mais fsica do que mental'. Nesta figura h uma certa identidade 
entre o que  expresso e o que se quer significar. Uma parte  tomada pelo todo, ou o todo  tomado pela parte; o gnero pela espcie (mT.3:5), ou a espcie pelo 
gnero (Mt.6:11); o plural pelo singular, ou o singular pelo plural. (Juizes 12:7); Daniel 12:2;  Atos 27:37.
            Hiprbole: Consiste no uso de um exagero retrico. Afirmao em que as palavras significam mais que a realidade das coisas. Gn.22:17; Dt.1:28; II Cr.28:4.
            Ironia: Que contm censura ou ridculo sob a capa de louvor ou elogia.  uma expresso que literalmente pode significar o oposto. J 12:2; I Rs.22:15; 
I Cr.4:6. H casos na Bblia em que a ironia passou a sarcasmo. Veja I Sm 26:15; I Rs.18:27; I Cr.4:8.
            Prosopopia:  a personificao de coisas ou de seres irracionais. Salmo 35:10; J 12:7; Gn. 8:12; Salmo 74:11.
            Antropomorfismo:  a linguagem que atribui a Deus aes e faculdades humanas, e at rgos e membros do corpo humano. Gn. 8:12; Salmo 74:11.
            Alegoria:  uma narrativa em que as pessoas representam idias ou princpios. Gl.4:21-31.
            Smbolo:  o emprego  de algo material significando uma coisa espiritual ou moral, ou, para evocar idia moral ou espiritual. Lv.17:11.
            Enigma:  a enunciao de uma idia em linguagem difcil de entender. no  do domnio geral das escrituras. Apenas temos enigma propriamente dito no 
caso de Sano com os filisteus. Jz.14:14.
            Tipo:  a representao de pessoa ou coisa na esfera espiritual por intermdio de pessoa ou coisa puramente material.
            O smbolo e o tipo so duas espcies de emblema quanto aos caractersticas gerais; distingui-se, porm, nos seguintes pontos:
* O tipo  essencialmente da esfera religiosa. Ado foi tipo de Cristo como cabea federal de uma raa, o cordeiro pascoal foi tipo do mesmo Cristo como sacrifcio 
redentor. O smbolo porm,  de uso geral entre os homens. A oliveira  smbolo de paz; o louro, da vitria, etc.
* O tipo tem referncia a eventos que lhe so futuros, So por isso, encontrados no Velho Testamento, e seus anttipos, no Novo.
            O smbolo no tem referncia temporal alguma.
* No tipo h analogias bem notveis para com o anttipo.
            Ao smbolo basta sugerir a coisa simbolizada.
            Parbola:  uma narrativa que pode ser real ou imaginria, em que tanto as pessoas como as coisas e suas aes correspondem a verdades espirituais e 
morais. Mt.13:24-30.
            Smele: So figuras que tornam bem vivas a representao da verdade. Sl.2:9; Is.1:8; Sl.102:6; Ct.2:9.
            Elipse: Que consiste na omisso de uma palavra ou palavras necessrias  construo completa de uma sentena, porm que no  necessria sua compreenso. 
Moiss ora: "Volta,  Jeov - at quando? (nos desamparars?). As sentenas curtas, abruptas revela a emoo do poeta. Veja outros exemplos em I Cr. 6:13; II Cr.5:13; 
Ex.32:32; Gn. 3:22.
            
Regras: 1 - H textos que devem ser entendidos literalmente. 2 - H textos que exprimem ensinos em linguagem figurada. 3 - O intrprete deve deixar que a Bblia 
exprima exatamente aquilo que o Espirito Santo quis significar nas palavras do escritor, haja ele usado linguagem literal ou figurada.
            
            
            
SMBOLOS NA BBLIA (SIMBOLOGIA)
            1 - Em razo do grande nmero de smbolos, seu estudo se constitui por assim dizer, estudo de toda Bblia.  preciso ter noo clara dos smbolos para 
compreender os tipos, visto que um tipo , em regra um conjunto de smbolos.
            A interpretao de muitas parbolas dependem da significao dos smbolos empregados nela. A lio compelia dos milagres s se obtm compreendendo os 
intuitos simblicos que encerram. Enfim, o Velho Testamento contm em smbolos as doutrinas do Novo Testamento e este alicera suas doutrinas em smbolos daquele.
            
           2 - Classificao dos smbolos:
             2.1 Objetos Reais:
            Sangue: * Simboliza a vida ou a alma por ser o elemento de renovao da vida orgnica no reino animal. Veio a ser o elemento de renovao da vida orgnica 
no reino animal. Veio a ser o elemento expia dor, dando a vtima alma por alma. Assim Isaias se expressa: "derramou sua alma na morte" para fazer expiao pelas 
nossas almas - Lv. 17:11. Paulo em Atos 17, considera o sangue como elemento fundamental de todas as raas.
            
            *  tomado como resgate - At.19; Neemias 3:10;  Hc.2:12; Tambm como punio de vingana - Mateus 27:25.
            *  o preo da expiao de pecados -Hb.9:22.
            
             Vestidos: Simboliza mrito, justia real ou suposta, salvao. As folhas de figueira de Ado e Eva foram inteis aos olhos de deus, como o homem fora 
lanado fora do banquete real porque estava sem vestes nupciais - Mateus 22;11 e 13. - A lio  explicada em Isaias 64:6. Ado e Eva receberam tnicas de peles. 
Leia-se Isaias 60:10.
            
           Arvores: (da vida e da cincia) So smbolos relacionados com a vida dos seres humanos sua queda, sua mortalidade e imortalidade. A palavra "Arvore, na 
Bblia  usada como um nome potico para expressar o lugar de sacrifcio de Cristo (Atos 5:30; 10:39; 13:29; Gl.3:13). Houve rvores sagradas" e cuja sombra realizavam, 
os  antigos, cultos aos seus  deuses e mesmo ao Deus vivo (Gn.12:6; 13:18). No Salmo I, Davi compara o crente obediente a lei do Senhor, como a "rvore plantada 
junto a ribeiros das guas, a  qual d o seu fruto na estao prpria, e cujas as folhas no caem". A nao hebraica era simbolizada por uma rvore, a oliveira, 
transplantada do Egito para a Palestina.
            
           Linho Fino: Simboliza justia real, justia dos santos.
            
            O corvo: Smbolo dos indivduos amantes das coisas imundas; (No soltou um corvo, este ficou entretido entre os cadveres do dilvio, no voltando a 
arca).
            
           A Pomba: Smbolo de criaturas amantes das coisas  santas, amigas da paz, e agradecidas a seus benfeitores. Quando Jesus foi batizado nas guas, em forma 
corprea de pomba, o Espirito Santo desceu sobre Ele.
            
           Arco ris: Smbolo de proteo e graa de deus para com os homens (depois de sair da Arca com sua famlia, No ofereceu a Deus sacrifcio. O Senhor fez 
com ele um pacto que se entenderia por toda a humanidade. No haveria mais dilvio. Este pacto Deus selou com o Arco ris, da a razo do simbolismo
            
           Escada: A escada vista por Jco no seu maravilhoso sonho  outro significante smbolo de uma realidade fascinante. H um mundo espiritual, to real e 
verdadeiro que o mundo material.
            
           Egito: Simboliza o mundo com todos os seus atrativos, tentaes, trabalhos e sofrimentos.
            
           Duas Mulheres de Abrao:  Dois smbolos no tocante a seus filhos - Isaque representa a linhagem escolhida - os filhos do Reino, e Ismael representando 
a linhagem rejeitada ou os filhos da escravido. Paulo usou dessas: figura em Glatas 5.
            
           Fogo: O fogo sob o ponto de vista bblico se presta a um  variado simbolismo.
1- Deus  considerado "Um fogo consumidor" Dt.4:24; Talvez por ter aparecido, por vezes, entre fogo, como na sara ardente, no Monte Horebe ou Sinai - Ex. 3:19; 
Apareceu depois a sues profetas no meio do fogo - Is.6:4; Ez.1:4; Ap.1:4. A Ira de Deus  comparada ao fogo consumidor - Sl. 18:8; 66:12; Jr. 48:45.
2 - Jesus  comparado ao fogo, no V.T. - Ml. 3:2. Ele   fogo refinado. Joo Batista afirma: Ele batizar com o Esprito Santo e com fogo.
3 - O Esprito Santo  comparado tambm, ao fogo - Mt.3:11. - O fogo purifica os corpos, assim o fogo do esprito purifica as almas. No Pentecostes o Santo espirito 
desceu sobre os apstolos em formas de chama de fogo. Uma coluna de fogo giava durante a noite o povo de deus no deserto, simbolizando, dizem alguns comentadores, 
o Esprito Santo - Ez.13:21.
4 - A Palavra de Deus  comparada ao fogo - Jr.23:29. O fogo provar a obra de cada um - I Cr. 3:14.
5 - O fogo simboliza perseguio, dissenses no seio da Igreja e dos familiares - Isaias 5:11; Pv. 16:27; Ob. 18.
            
           gua : Simboliza regenerao - Jo.3:5; Tt. 3:5.  empregada no batismo, como smbolo de purificao dos pecados. Ezequiel;  Derramarei sobre vs gua 
pura e porei dentro de vs um esprito reto, preferindo-se a converso dos pecadores pelas f em Cristo e, da o batismo  recomendado por Jesus - Os judeus eram 
purificados pela lavagem da gua com cinza de vaca vermelha - Nm. 19 - A gua simboliza a graa divina, o Espirito Santo e a Palavra de Deus. Simboliza, em quantidade 
avaliada, as massas humanas - Mar agitado representa a humanidade impulsionada por suas paixes. Da a idia tambm de fraqueza a instabilidade - Gn. 49:4;  Ez. 
21:7.
            
           Vento: Simboliza  as operaes poderosas do Esprito Santo quebrantado ou convertendo coraes - Joo 3:8. Simboliza tambm os julgamentos do Senhor - 
Isaas 27:8. Simboliza o poder de Deus em vrios acontecimentos - Ex. 14:21. Simboliza provao do crente - Mt. 7:25; Jr. 4: 11-13, Simboliza doutrinas errneas 
e falsas - Ef. 4:14; Osias 12:1.
            
           Mundo:  compreendido como o planeta terra em que vivemos; Os homens no seu conjunto ou a humanidade (jo. 3:16); Os filhos do mundo so aqueles que no 
obedecem a lei de deus nem o Evangelho de Cristo e ainda odeia o que  de Deus, perseguindo os crentes e prejudicando a causa divina, em virtude de o mundo estar 
posto no maligno - II Cr. 4:4;  Mt. 16:17.
            
           Rocha: O nome rocha  dado a Deus por metfora, porque Deus  a  fortaleza, o Refugio e o Asilo de seu povo (comparar Salmo 18: 31  com Dt. 32:13 e 15. 
Ele  a Rocha da salvao, conforme proclama Davi. Isaias manda o povo olhar a Rocha - Is.55:1. Rocha  smbolo de Jesus Cristo. "Sabemos todos de uma mesma bebida 
espiritual, porque bebiam da "pedra" espiritual que os seguia, e a "Pedra" era Cristo. I Cr. 10:4;  Ex.12:6; Nm.20:11; Sl. 7:8 - 15. Rocha simboliza a firmeza da 
Igreja Crist e dos crentes - Mt. 7:24,25.
            
           Pedra: Jesus  a Pedra de Esquina, a que foi rejeitada pelos edificadores, mas aprovada por Deus - Mt.21:42;  Ef. 2:15; Is.8:14,15.
            Corao de Pedra - J 41:24; I Sm. 25:37; Ez. 36:26; Mt.3:9. Pedras Vivas, so os crentes chamados, para constiturem a Casa espiritual - I Pedro 2:5; 
Pedra Branca: ser dada a cada crente, no cu, contendo um nome novo Ap. 2:17 Pedra monumento - Gn.8:18,22; 35:7.
            
           Sal: Significa incorruptibilidade, pois preserva os corpos da corrupo - Ez.16:4. Da  que se compreende  comparao que Jesus fez de seus discpulos: 
"Vs sois o salda terra" - Mt.5:13; II Rs.2: 19-22; Lv. 2:13;  smbolo da sabedoria - Cl.4:6; representa o conserto de Deus - II Cr. 13:5; Hospitalidade e fidelidade 
dos servos - Esdras 4: 14; Esterilidade - Juizes 9:45.
            
           leo: Representa o Espirito Santo - Sl. 133:10; alegria - Sl. 104: 15b; a uno  santa Ex. 30:25 c; simboliza os coraes cheios de f, como na parbola 
das virgens prudentes. Tambm, simboliza coraes amantes da justia, os quais Deus unge com leo da alegria - Sl. 45:7; representa mensageiros especiais de Deus, 
ungidos para realizarem determinadas misses - Ez.28:14; simboliza o Espirito Santo que  derramado sobre os filhos de deus, os crentes, para ungir os doentes a 
fim de cur-los - Tiago 5:14 e preparao para morte - Lucas 12:7.
            
           Luz:  o smbolo da alegria e felicidade - Ester 8:10; Sl. 97:11; Representa  a sabedoria prtica - Is.8:20; felicidade e prosperidade - Is.58: *; Estabilidade 
completa e livramento - Mq.7:8; Representa o Evangelho como meio de conforto espiritual - Mt. 4:16; compreenso e julgamento - Mt. 6:23; Simboliza a palavra de Deus, 
que guia os crentes neste mundo - Sl.119:105; II Pd. 1;19; Os apstolos e ministros de  Deus so tambm chamados luzes do mundo, para conduzir os pecadores a  Cristo 
- Mt.5:14. Os cristos em geral tambm merece este ttulo - Lc.16:6; Ef.5:8; simboliza os bens reis e os prncipes sucessores - II Sm.21:17.
            
           Rio:  usado para significar abundncia de alguma coisa J 29:6;  Sl. 36:8; Denota perpetuidade e constncia de satisfao, conforme declarou Jesus: "Quem 
cr em mim rios de gua vivas brotaro do seu interior   uma torrente constante de gua, procedente de mananciais e fontes, em direo ao mar (Ex.2:5). Plenitudes 
de beno - Sl. 65:9,46; 4 - Rio da Vida - Diz respeito aos arcanos da eternidade relacionados  existncia eterna dos filhos de Deus, com todas as gloriosas recompensas 
da redeno - Ap.22:1; Rio representando a Palavra de Deus e encher toda Terra - Ez.47:7-12; Representa exrcitos e foras humanas - Is. *:7.
           
           Mar: Na fraseologia bblica, o mar compreende grande massa de gua salgada bem assim grandes e pequenos lagos  e at rios. O Mar  propriamente dito  
o que rodeia a terra - Gn 1:10. Os hebreus davam o nome de mar a seus lagos e lagoas como o mar da Galilia - Mt.4:18; 8:32; Jo.1:18. O Mar Morto, o Mar Jazer ao 
lado do Jordo - Jr.48:32. O grande mar, porm era o Mar Mediterrneo. Mar figurado - I Rs.7:23. Os rabes e os orientais em geral davam e os grandes rios como o 
Nilo, Eufrates e o Tire o nome de mar, pela grandiosidade de suas guas - Is.21;1; Jr.51:36. -0 Simboliza multido - Isaias 60:5; Jr.51:42; Representa esquecimento 
de Deus aos pecados dos crentes - Mq. 7:19. o mar de vidro representa o sangue de Cristo para expiao dos pecados aceito por Deus, Ap. 4:6 smbolo tambm da vida, 
ora agitada, ora calma como as ondas flutuantes.
            
           Estrela :  Os antigos hebreus consideravam como estrela todos os corpos siderais, menos o sol e a  lua, que foram criados por Deus, de nada , um para 
presidir o dia e outro a noite. Gn.1:16. Os hebreus supersticiosos chamaram o sol de "Rei" e a lua de "Rainha do Cu", e as estrelas seus exrcitos ou milcias - 
Dt. 4:19; 17:3; Jr.7:18. A estrela de Balao ou Estrela da Manh - Relaciona-se  vinda de um rei poderoso e glorioso, conquistador e dominador, da linhagem de Jac. 
Esse Rei  Cristo - Ap. 22:16. Idntica com a estrela que apareceu na noite em que Jesus nasceu e guiou os magos. Mt. 2:2,9. Estrela significa  prncipes e reis 
- Daniel 8:10; pastores e ministros de Deus que pregou o Evangelho da Paz, os quais brilharo como estrela por toda a eternidade Dn. 12:3. Anjos so chamados estrelas 
- J 38:7.
            
           Ouro: Representa a glria de Deus.
           Cobre: Representa resistncia ao fogo.
           Fermento: Representa a maldade e a corrupo - Cr.5:7,8.
           Prata: Representa resgate.
           
           Po: Significa po de trigo, de cevada ou de qualquer substncia, Gn. 3:19; 49:20; Todas as coisas necessrias  manuteno da vida Mt. 11:3; compara-se 
o po com Jesus, Ele mesmo fez a comparao Jo. 6:31,41,51; compara-se com o Evangelho, ordenanas e privilgios - Pr. 9. O man com que Deus alimentou o povo - 
Neemias. 9:15; os cananitas figuradamente eram po que seria comido pelos filhos de Israel, uma vez investidamente eram po que seria comido pelos filhos de Israel. 
Uma vez investissem este sobre aquele na conquista da terra da promisso - Nm. 14:9. Ns somos um po diz Paulo - I Cr.10:17. H o po dos filhos ou a doutrina' 
os privilgios e a pessoa de Cristo que viera para os seus mas os seus no o receberam da os cachorrinhos comerem as migalhas que caem da mesa  do meu senhor. O 
po nosso cada dia - Mt.6:25,32.
            
           Co: Simboliza os pastores gananciosos, mercadores que no doutrinam Ap. 22:15 com Isaias 56:10-11.
            
            2.2 Vises:
           
           Castiais: representa igrejas, Ap. 11:12, 13, 20.
       Estrelas; Anjos: Representam pastores, Ap.1: 12, 20.
           Amendoeiras: Representa vigilncia - Jr.1:12 (esta representao baseia-se na origem da palavra hebraica XAQUD =  despertadores ou vigilantes)  do verbo 
XAQUD despertar ou vigiar.
            
           Gafanhotos:  Calamidade - Amos 7:1-2
           Prumo: Representa justia - Ams 7: 7 - 9.
           Frutos do Vero Maduros: Aproximao do fim - Ams 8:1 - 2.
                  
            2.3 - Atitudes:
                  
Prostrar-se: Significa reverncia e humilhao - Sl . 95:6.
Levantar a mo: Juramento, voto ou propsito de fazer alguma coisa - Gn.14:22 -24.
Cingir-se: Dispor-se a partir, para o trabalho ou jornada - Prontido - Ex.12:11; Lc.12:35 - 37.
            
            2.4 - Nomes:
            
           a)  De Pessoas:
            1 - Ado: Nome do primeiro homem progenitor de toda raa e responsvel pela entrada do pecado no mundo - Cristo "Ultimo Ado" -  nome dado ao nosso 
Senhor Jesus Cristo por confronto com o primeiro, por ser a cabea federal de uma raa.
            Ado - Cristo - C I Cr. 15:45 ( duplo smbolo).
            a) Positivo = Pai da raa. b) Negativo = Perdio - da Salvao - Rm. 5:12,17.
            2 - Matusalm: Smbolo popular de longevidade.
            3 - Davi: Nome do rei segundo o corao de Deus.
            4 - Abrao: Pai exaltado.
            5 - Israel: Prncipe de Deus - Deus dominar.
            Poderamos citar outros, o leitor poder encontra-los num bom dicionrio bblico.
            
           b) De Lugares:
             1 - Babel - Babilnia: simbolizam confuso tanto por sua etimologia como em razo de sua histria - Gn.11:7 - 9.
            2 - Sodoma: Simboliza corrupo mundana - Gn. 13:12-13.
            3 - Egito: Mundo com fora dominadora - Gn.12:10; 26:1; 42:5.
            4 - Calvrio: Sofrimento.
            
            2.5 - Nmeros:
           
            1 - Um: Unidade e primazia. Idia derivados destas; suficincia, independncia, identidade, reconciliao, harmonia, paz, supremacia, incio, causa, 
origem, etc.
                  
            2 - Dois: Relao, diferena, diviso, auxilio, confirmao, testemunho, apoio ,aumento, adeso, amor, dependncia, f, sujeio, contraste, contradio, 
oposio, conflito, duplicidade, engano, separao, julgamento, decadncia, morte, ( Cristo 2 pessoa da Trindade) (Deus-Homem), cruz , alma, mulher.
                  
            3 - Trs: Solidez, as trs dimenses, da a realidade, comprimento, plenitude.
            
            4 - Quatro: Cessao, fraqueza, fracasso, povoao, experincia, modificao, criatura, terra, mundo (os 4 pontos cardeais, as quatro estaes, etc....)
                  
            5 - Cinco: (quatro + um). O fraco com o forte. (o homem com Deus). Emanuel - Deus governado, capacidade, responsabilidade, etc...
                  
            6 - Seis: Limitao. Nmero do homem, o dia da sua criao, sua semana de trabalho, sua indecisa realizao: 6,66,666 , nunca sete. Domnio humano, manifestao 
do mal, disciplinas.
                  
            7 - Sete: Plenitude, perfeio, repouso.  o nmero que completa a semana; o nmero total das notas musicais, dos sons vocais na lngua hebraica e dar 
cores do arco-ris ou do espetro solar. Os sete espritos de Deus. Os sete candelabros.
                  
            8 - Oito: Sete + um. Novo comeo, o novo em contraste com o velho.
                  
            9 - Dez: Perfeio ordinal. Completa o nmero digitais e iniciais a classe das dezenas.
                     
            10 - Doze: 4 x 3 = O governo de deus no mundo. Exemplos: No mundo natural: os meses, os signos do zodaco, as horas do dia. No ponto poltico- religioso: 
as tribos de Israel, os apstolos, etc... As dozes pedras preciosas do peitoral do sumo sacerdote representando as doze tribos de Israel. Os doze meses, os ancios 
duas vezes 12 tronos, representando os dozes ancies  da Velha dispensao e os doze apstolos da Nova disposio. Doze espias.
                     
            11 - Quarenta: Dez vezes 4, representa tambm nmero perfeito em todas as dimenses. 40 anos no deserto, 40 dias esteve Moiss no Monte antes de receber 
a Lei; 40 anos esteve ela no Egito, 40 anos na casa do sogro, 40 anos com condutor do povo no deserto; Da governou 40 anos, Saul 40 anos e Salomo outros 40 anos. 
40 dias esteve Jesus em orao no deserto. 40 dias mentiram entre a sua ressurreio e ascenso e muitos outros fatos com o n 40, como os dias de dilvio, etc...
                     
            12 - Setenta: Foi o nmero de anos do cativeiro; setenta so as semanas profticas de Daniel. Setenta foi o nmero de almas da famlia de Jac quando 
desceu para o Egito. Setenta eram os membros do Sindrio. Setenta vezes sete foi o nmero simblico que Jesus apresentou a Pedro em que  se deve perdoar o irmo.
            
            2.6- Cores
            
            As mais usadas na Bblia so: azul, prpura e carmezim (Ex.25: 4 - 5).
            1 - Azul : Cu, montes visto a distancia - perfeito e perfeio.
                  
            2 - Prpura: Realeza.
                  
            3 - Carmezim: Identificao (Joe.2:18), por ser indelvel essa cor - comparam-se a ela os pecados mais tenazes, garantindo, porm' o Senhor poder torna-los 
branca como a neve - Is.1:18, e isso por meio do lquido da mesma cor - o sangue de Jesus - I Jo.1:7. - Carmezim  emblema de autoridade espiritual.
            
       2.7 - Formas:
            
            1 - Quadrado; Quadrilongo: Universalidade.
            
            2 - cubico: Solidez, firmeza absoluta, etc...
            
           3 -  Tipos
           
            1 - Vrios textos do Novo Testamento evidenciam claramente, que pessoas, eventos e ritos religiosos contidos no Velho Testamento evidenciam claramente, 
que pessoas, eventos e ritos religiosos contidos no Velho Testamento, tipificam ensinamentos no Novo Testamento sob o ponto de vista Bblico; tipos so representaes 
de realidades espirituais. Atravs de realidades materiais, inclusive pessoas consideradas modelo.
            2 - Os tipos podem ser:
            
2.1 - Histricos:
            a) Pessoais: Ado - Cristo : Rm. 5:14; I Cr.15:45. Melquisedeque - Cristo : Hb.7 Moiss - Cristo : Dt. 18:15; At.3:22. Isaque - Cristo. Jos - Cristo
            
            b) Coletivos:
            Israel liberto da escravido egpcia - Ex.12; Israel peregrinando pelo deserto; Israel na posse da terra prometida, so tipos da Bblia.
            
            c) Rituais:
            O Tabernculo  tipo de Cristo. O Cordeiro  tipo de Cristo. As ofertas legais so tipo de Cristo.
            
           4 - Parbolas
            
            1 - O ensino mediante o uso de parbolas na Bblia,  muito comum, em especial no Novo Testamento, onde est escrito de Jesus que: "Nada lhe falava com 
parbolas"- Mt.13:34.
            
            2 - Uma Parbola para ser perfeita deve ter as seguintes caractersticas:
a) Forma histrica; b) Ter verossimilhana; c) Ter naturalidade; d) Ter correspondncia entre os objetos materiais e as verdades espirituais que eles tenham por 
ilustrar.
            
            3 - Jesus falava por parbolas porque:
a) Despertar interesse a ateno - Mt.13:36; b) Ocultar a verdade aos indiferentes e incrdulos - Mt. 13:13; c)  mais fcil de reter na mente - Mt. 13:11,12.
            
               4 - Regras de Interpretao de Parbolas.
                1 - Todos os termos da parbolas devem ser interpretadas.        2 - Devemos procurar o ponto central das  parbolas.         3 - Prestar ateno 
ao prlogo e ao eplogo. 4 - Aplicar as regras para interpretao dos smbolos.  5 - Segundo a analogia da f.  6 - Os termos explicados em uma parbola no podem 
ter sentido oposto na outra.  7 - Em certos casos um termo, mantendo a unidade fundamental, podem aplicar-se  com variadas modalidades circunstanciais.
            
           5 -Milagres
             
1- UM MILAGRE - em regra geral,  tambm um sinal - At 2.1-4; 7.8; I Cor 14.22.
2- O milagre revela a procedncia daquele que foi usado como instrumento direto  sua manifestao - Jo 3.2.
3- O milagre   m modo objetivo de ensinar, com muito do agrado de Jesus - At 1.1; Lc 5.1-10.
4- Pelo propsito do Evangelho de Joo 20.30,31, percebe-se pelo bom senso e pela lgica, que os sinais (milagres) operados por Jesus e descritos pelo apstolo, 
tinha a finalidade de provas que Ele era o Filho de Deus.
                 
            4.1 -Devemos Evitar
* A incredulidade - I Jo 5.10; a dvida - Tg.1:6,7 que so os maiores inimigos do Cristo e devem ser evitados a todo custo - Mc. 9:23;I Jo.5:4; Heb.11:1-6.
* A Credibilidade extrema que torna o homem fantico e cego - I Tg.5:21 -  outro pecado em nada inferior  incredulidade.
            
            4.2 - Regras a observar:
* Pertencendo os milagres ao grupo de atos simblicos observam-se os princpios de interpretao de smbolos.
*  Como parbola em ao, os milagres devem ser interpretados como as parbolas.
*  Como os milagres so manifestaes da interveno onipotente da misericrdia de Deus para conosco - Lc. 3:12-24, ao interpreta-los sempre devemos levar tal manifestao, 
a  alm de reabastecimento da nossa f e esperana.
            
            
6 - Profecias 
            
            No estudo da profecia , muito preocupa a alguns dos exegetas a cronologia proftica que, de fato,  um problema de difcil soluo. Mas afirmamos nada 
afeta nem influem na verdade proftica nem na f crist. A Profecia  sumamente importante.
            
            1 - Seu valor:
a)  luz que alumia um lugar escuro - Sl.119:105. b)  necessrio em todo tempo - at que Cristo venha. c) Devemos estar atentos a ela - Farol. d) Ela  guia seguro 
- Sl.119:11; Mt. 24:35.
            
            2 - Sua origem:
a) No  terreno - Am.7:12-15 b)  Divina - II Sm.23:2.
            
            3 - Escopo da Profecia:
* Predizer a vinda de Cristo.
a) Seu nascimento - Is. 7:14; 9:6; Mq.5:2. b) Sua origem de Davi - Is. 11:15. c) Seu ministrio e morte - Is.53. d) Sua vinda - Zc.14:4,5. e) Seu reinado de paz 
- Is.9:17: 11:5 - 10.
            
* A Igreja era um ministrio aos profetas 
 Cl.1:24 - 29; em simbolismo proftico ela  tambm prevista - I Cr.10:1-11.
            
            
            
            4 - Interpretao de Profecia:
* Entende-la literalmente se ela houver sido enunciada em linguagem figurada, usa-se as regras de interpretao para figuras.
* Nenhuma profecia deve ser interpretao particularmente. Deve harmonizar-se com o consenso geral proftico e com o ensino geral da Bblia.
* Deve-se empregar as regras do contexto.
            
            
           A Definio Geral da Hermenutica  a cincia e a arte de interpretao.  cincia porque se estabelece regras positivas e invariveis;  arte porque 
suas regras so praticas.
           
           H trs Cincias que se propem ajudar no Estudo da Bblia:
a) A Hermenutica que procura descobrir o sentido exato das palavras dos textos - Que significa?
b) A Crtica Textual que se prope a determinar a exatido das palavras e dos textos:   verdade?  lenda?
c) A Exegese que  a  aplicao na prtica, das regras estabelecidas pela hermenutica e pela crtica textual.
           
            Primeira Regra de Hermenutica:
Atos 8:26-35; Isaias 53:7,8....
            A Bblia se interpreta a si mesma: Como?
- Mediante a lei do contexto - a) precedente;  b) que se segue.
- Mediante aos textos paralelos.
- Mediante o ensino geral do livro e seu autor.
- Mediante o ensino geral da prpria Bblia.
           
            A - Bblia  Cristocntrica Jo.5;39; Lc.24:27......
            O Esprito Santo  o melhor intrprete - Jo.14:26: 16:13; I Cr.2:6-13; I Pd.1:20,21.
            
           Condies Indispensveis ao Entendimento da Bblia:
a) Ser espiritual - I Cr.2:14 - 16; b) Desejar conhecer e submeter-se  verdade - At 8:31,34,38;  17:12;
c) Ser humilde e despido de preconceitos - Tg.1:5; Sl.119:18,19. d) Ter bom senso - Mt 16:3; I Jo.5:20.
            
           A Causa da Existncia e Proliferao das Seitas e Heresias :
a) Ignorncia da Hermenutica; b) Desprezo de suas regras lgicas; c) Ausncia de espiritualidade, humildade, sinceridade e bom senso, que expe ao perigo constante 
de Pv.30:6 e Ap 27:18,19.
Teste Prtico: Jz.11:29-40.
            
           Analise em  Mt.12:3-5; 19:3-6; Lc.24:27 - Os fariseus faziam descanso das leis hermenuticas e tornavam a lei insuportvel e antiptica ao povo:
a) Rigorismo sabtico - Ex 20:8-11; Mt,12-3 a 5. b) Desleito divorcista - Dt.21:1; Mt. 19:3.
           
           Regras Fundamentais para leitura bblica
a) Nunca se deve interpretar um termo ou um texto isoladamente, interprete escritura com escritura.
b) Nunca se deve basear doutrina em um verso isolado, interprete  luz da Bblia.
c) Toda duvida ou incerteza sobre o sentido de uma palavra ou texto, deve ser submetida ao consenso geral da Bblia.
d) A nica exceo a estas regras diz respeito a interpretao dos provrbios.
           
           Auxlios e Aplicaes para leitura bblica
a) O contexto. b) O vocabulrio do escritor. c) O vocabulrio bblico; d) O paralelismo. e) O propsito do escritor.

            O Valor Prtico da leitura bblica
1. Contexto - No h Deus Sl.14.1
            a) "Estamos mortos para a lei". Rm.7.1-7; Ex.20:17...
            Nota: Ao interpretar, se o contexto imediato - anterior e posterior - no for suficiente para aclarar o sentido, busque o contexto remoto! Interpretar 
desprezando o contexto e foras o texto a dizer o contrrio do que diz.
            
2. O Vocabulrio do escritor:'
            a) (Mandamento - I Jo 3:23; Jo. 6:29; 13:34; 15:12... I Jo.2:4)
             
3 . O vocabulrio Geral da Bblia:
            a) Justificao: Rm.4:1-5; 4:18-23.
            Nota: As vezes o interprete tem que recorrer a toda a Bblia para a aplicao desta regra.
            Teste prtico : H contradio na Bblia? - Is 55:8-9; I Cr.2:16.
            
           1 - Paralelismo
            
            a) Verbais - a mesma palavra em diferentes textos - Graa - Jo. 1:16,17; Tt.2:11; Rm.5:15; I Cr.1:4; Ef. 2;5,8.....
            b) Reais - textos diversos tratando do mesmo assunto - Mt.26:36-46; Mc.14:32-42; Lc.22:39-46; Jo.18:1-11...
            
            
           2 - O Propsito do Escritor:
            a) O propsito do evangelho de Joo - Jo.20:30,31.
            b) O propsito do Evangelho de Lucas - Lc.1:1-4.
            c) O propsito de Paulo em I Tm.1:3,4.
            d) O propsito de Apocalipse - Ap.1:19.
            e) O propsito de Eclesiastes - Ec.1:3.
            
           Nota: As vezes para descobrir o propsito do escritor, voc tem que ler o livro todo vrias vezes, at ter de seu todo uma viso geral, para ento definir 
seu propsito. Mas d resultado faz-lo!
            
           3 - Correlao:
           
            1 - A Bblia  um todo harmonioso.
            a) Uma s doutrina harmoniosa e perfeita: II Tm.3:16-17.
            b) Um s autor: II Sm.23:2; II Pd.1:20,21.....
            c) Profecia: Zc.9:9 - Cumprimento: Mt.21:5.
            d) Tipo: Gn.22:6-13- Prottipo: Jo.19:17,18...
            e) H verdades enunciadas em linguagem doutrinria - Jo 15:1-8.
            f) H verdades enunciadas em linguagem moral: Mt.7:12.
            g) H verdades enunciadas em linguagem filosfica - Pv. Mt.5.......
            
           Nota: Levando-se em considerao que um sistema doutrinrio de um sbio que eleva o esprito acima dos acidentes da vida,  filosofia - o sermo do Monte 
 perfeita filosofia.
            
           Teste: Comparando Is 64; Tt.3:4-7; Ap 3:5; 19:8. - Que regra empregamos?
            Comparando Jo.14:6 com lc 15:3-7; 8:10; 11:32 - Que regra temos?
            
           
           AUXLIOS EXTERNOS
            
           Introduo: Lamentamos, nesse momento, o desconhecimento que temos da lnguas originais da Bblia - hebraico e grego - que so de valor inestimvel ao 
intrprete, porque elucidam melhor tudo que se queira analisar do texto sagrado. Nada se compara com o intrprete poder ler as escrituras nas lnguas em que elas 
foram escritas.
           
           1 - Leituras: Mc.15:34,35; At 2:22,23; II Rs.17:26,28.
            a) Eles no conheciam que Jesus falava em aramaico.
            b) Os soldados romanos interpretaram errado as palavras de Jesus - "Eis que Ele chama por Elias" Mt.27:46.
           Regra 1: O intrprete deve conhecer as lnguas originais.
            c) Pedro apelou aos conhecimentos que os judeus tinham dos fatos alusivos a Jesus a aos seus feitos notveis.
            d) Os imigrantes assrios pensavam que sofriam por ignorar os costumes do novo pas.
           Regra 3: O interprete deve conhecer o mais possvel os costumes das pocas em que foram escritos os livros da Bblia.
            
            
           2 - O Auxlio das Verses Modernas:
            a) As muitas verses modernas que pudermos consultar comparando-as entre s, nos ajudaro muito a assimilar o sentido verdadeiro do texto estudado, porm 
no substituem o conhecimento das lnguas originais.
            b) A histria antiga e a arqueologia elucidam muito com respeito aos costumes, s condies ambientes da poca e a maneira de viver dos povos de ento.
            c) A Geografia da Palestina, a Histria Natural dali e  a legislao antiga, igualmente so recursos externos que muito ajudam o intrprete a entender 
certos textos bblicos.
            
            
           3 - Exemplos Frisantes:
            Salmo 126:1-6 nos d um exemplo de como a geografia e a histria natural nos podem ajudar a entender a Bblia.
            a) Volta do cativeiro - v.1;                    b) O jbilo conseqente vs. - 2,3;
            c) A splica ardente - v.4;                    d)  As torrentes de Neguebe - v.4;
            e) A semeadura penosa - v.5;               f)  O resultado maravilhoso - v.6;
            
           Teste Prtico: Juizes 12:4 - 6: Qual era o problema que havia com esta palavra que causou tantas mortes?
           Nota: Na resoluo deste teste entra em jogo a lngua original.
            
            
           CONHECIMENTO DO TEMPO
            
           Introduo: Identificar e distinguir o tempo em que certo fato teve lugar e o modo e circunstncias em que ocorreu,  fundamental ajuda ao intrprete 
na elucidao do mesmo. Portanto, o intrprete deve distinguir o tempo, levando-o na devida considerao em seus estudos e interpretaes da Bblia.
            
           Leituras: Gn.2:8,16,17;  3:17;  12:1,2;  Dt.5:1-21; Jo. 1:11-13,16,17.
            
           Nota 1 - Ado foi colocado por Deus no Edem com plena liberdade, exceto para comer do fruto da rvore da cincia do bem e do mal. Desobedecendo, Deus 
o expulsou dali e desde ento ele e seus descendentes jamais tiveram tal liberdade como ento. Ap. 2:7.
            a) Abrao nasceu na idolatria - Is.24:2 - Deus o chamou para uma.
            b) Com os israelitas Deus fez um pacto legal, diferente dos que fizeram com seus pais, que igual tambm no fizera com ningum.
            c) Falhando tudo, 1.500 anos depois daquele pacto, Deus enviou ao mundo a seu Filho a quem os judeus rejeitaram. Ele porm deu aos que crem no seu nome, 
o direito de ser tornar filhos de Deus. Dt.14:2;  33:29;  Mc.16:15,16;  Tt.2:11 - 14.
            
           Regras 2 e 3: Deus  Imutvel. O homem  mutvel.
            Saiba distinguir o tempo.
            
           Como Deus Divide a Humanidade?  I Co.10:32.
            a)Judeus;   b) Gentios;   c) Igreja de Deus.
            
           Regras 4, 5, 6, 7 e 8:
            * Nunca espiritualize o que  material.
            * Nunca explique  Igreja aquilo que  atribudo pelo Velho Testamento a Israel.
            a) A Lei - Ex.19:1; 20:1,2; Dt.5:1-6.
            b) Testemunhas de Jeov - Is 43:1-12; 44:1-8
            * O Velho Testamento  Israelita - Is 1:1; 54:1-17;
            * A Igreja era mistrio nos tempos do Velho Testamento. Cl 1:24-29.
            * O Novo Testamento  cristo - Mt. 26:28;  Hb. 8:13.
            * Nele Israel se equipara a todos - Ef.2:13-18; Cl 3:9-13.
            
           Nota 2: O que aconteceu a Israel nos serve de aviso - I Co.10:1-11.
           Teste Prtico: Ap.1:19 - divida o livro todo de acordo com este texto.
            
            OS TIPOS DE LINGUAGENS NA BBLIA
            
           A Bblia usa dois tipos de linguagem
            a) Linguagem Literal
            b) Linguagem Figurada.
            
            O intrprete deve ser realista e cuidadosamente distinguir o tipo de linguagem usada no texto de seu interesse, para analis-lo e entende-lo com proveito.
            
           Leitura Bblica: Zc.9:9;  Mt.21:5;  Sl.22:18;  Mt.27:35; Mt.25:1-13;  Jo.10:1-14; Jo 15:1-8, etc.
            
           REVISO DAS FIGURAS PRINCIPAIS
              
            Nota : No pense o estudante que esta  uma aula de retrica, pois no; oque acontece  que o contedo da bblia est cheio dessas figuras de retrica, 
que devemos conhecer para melhor entend-las.
            1. METFORA:  Zc 3:8 -  aquilo que se afirma de um ser, que o representa.
            2. METONMIA: Gn 25:23 -  o emprego do efeito pela causa - progenitores  por seus descendente. Tambm se emprega no sentido inverso Lc 16:29 a causa 
pelo efeito - autores por seus escritos.  Emprego do sujeito pelo atributo Gn 41:13 - sonhadores por seus sonhos e tambm inverso desta ordem: o atributo pelo sujeito 
- Jo 32:7 - as idades por seus possuidores,etc 
            3. SINDOQUE:  Mt 3:5- O emprego do gnero com a espcie o geral pelo particular.Gn 6:12, emprega a ordem inversa a espcie pelo gnero do particular 
pelo geral. Mt 6:11- O emprego do todo pela parte Gn 3:19- tambm emprega a ordem em sentido inverso da parte pelo todo.
            4. HIPRBOLE: Dt 1:28- afirmao em que as palavras significam  mais do que a realidade das coisas...
            5. IRONIA:  Gn 3:22  uma expresso que literalmente pode significar o oposto.
            6. PROSOPOPIA: Sl 35:10  a personificao das coisas e dos seres.
            7. ANTROPOMORFISMO: Gn 8:12  a linguagem que atribui a Deus atributos humanos.
            8. ALEGORIA: Gl 4:21-31  uma narrativa em que as pessoas representam idias ou princpios.
            9. ENIGMA: Jz 14:14  o que comumente chamamos "adivinhao".
            10. SMBOLO: Lv 17:11  o emprego de algo material significando algo espiritual. etc
            11. TIPO: Rm 5:14  a representao de pessoa ou coisa na esfera espiritual por intermdio de pessoa ou coisa puramente material.
            12. PARBOLA Mt 13:24-30  uma narrativa que pode ser real ou imaginaria, em que tanto as pessoas como as coisas e suas aes corresponde a verdades 
espirituais e morais.
            
            III- REGRAS: BSICAS RELATIVO AS FIGURAS
            1- H textos que devem  ser entendidos literalmente.
            2- H texto que exprimem ensinos em linguagem figurada.
            3- O intrprete deve deixar que a bblia exprima achatamento aquilo que o espirito santo quiz significar nas palavras do escritor, haja ele usado linguagem 
literal ou figurada.
            TESTE PRTICO: Leia Sl 6: 6; Ef 4: 30; Gn 4: 10; que figuras de retrica usaram os escritores nesses texto ?
            
            OS SIMBOLOS NA BBLIA
            Devido o grande nmero de smbolos que encontramos na bblia e o seu valor para  o intrprete, dedicamos esta ligao exclusivamente a eles.
            I- LEITURA BBLICA: Lv 17: 11; Ap 1: 20; I Co 15: 45; Ex 15: 45; Ex25: 4; 27: 1
            II- OS SBOLOS SO CLASSIFICADOS EM: Objeto reais - Vises - Atitudes - Nomes - Nmeros - Cores - Formas, etc.
            III- ESPECIFICANDO OS SBOLOS:
             1. OBJETOS REAIS
                 1- Lv 17: 11- sangue representando a vida 
                 2- Mt 11: 13; Is 64: 6; 61: 10- vestidos representando mrito,  justia real ou suposta, salvao.
                 3- Ap 19: 8; Fp 4:5; Mt 5:20 - linho fino representando justia dos santos. 
                 4- Ouro - representa a glria de Deus.
                 5- Prata - representa resgate.
                 6- Cobre - representa resistncia ao fogo. 
                 7- Fogo - representa juzo . II Ts 1: 8. 
                 8- Fogo - tambm representa o Espirito Santo - Mt 3:11; At 2: 3.
                 9- leo, azeite,representa o Espirito Santo - Sl 133: 1-3.
                10- Sal representa preservao - Mt 5: 13.
                11- Fermento representa a maldade e a corrupo-I Co 5: 7-8
                12- gua representa regenerao - Jo 3: 5; Tt 3: 5.
                13- Po e vinho representa o corpo e o sangue de Jesus ICo 11: 23-26; Mt 26: 29  etc 
            2. VISES:
                 1- Castigais representam  igrejas - Ap 11: 12,13,20.
                 2- Estrelas e anjos representam pastores - Ap 1: 12,20.
                 3- Amendoeira representa vigilncia - Jr 1: 12 (Hb xakd - desperta, vigiar).
                 4- Gafanhotos representam calamidades Am 7:1,2.
                 5- Prumo representa justia - 7: 7-9.
                 6- Frutos de vero maduros - representam a aproximao do fim - Am 8: 1-2.etc
            
            3. ATITUDES
                 1- Prostar - se representa reverncia e humilhao Et 3: 1,2; Sl 95: 6.
                 2- Levantar as mos representa juramento - Gn 14: 22-24.
                 3- Cingir-se representa dispor-se a partir prontido- Ex12: 11; Lc 12: 35-37, etc
            
            4. TOPNIMOS:  1) Babel, Babilnia - confuso - Gn 11: 7-9.
                                          2) Sodoma - corrupo - Gn 13: 12-13.
                                          3) Egito- mundo, etc,  vastssimo este campo de simbolismo. Gn 12:10; 26:1; 42: 5.
            
            5. NMEROS:
                Um - unidade, primazia. Dois - relao, diviso, diferena. Trs - solides, plenitude, Trindade. Quatro - fraqueza, fracasso, mundo, etc. Cinco - 
o fraco e o forte - Emanuel, capacidade, responsabilidade,etc. Seis - limitao, domnio humano, manifestao do mal, etc. Sete - Plenitude, perfeio. Oito - novo 
comeo. Dez - Perfeio original, capacidade humana de ser provado. Doze - Governo de Deus manifesto ao mundo. Treze - Rebelio. Quarenta - capacidade ou limite 
da resistncia humana.
            
            6. CORES:  
                Azul - cu, montes e distncia - perfeio. PRPURA - realeza. CARMEZIM identificao - Js 2: 18 e por ser indelvel - o pecado. Is 1: 18, - e poder 
purificador. I Jo 1:7.
            
            7. FORMAS:
                  QUADRADO - universalidade. Cbico - solidez, firmeza absoluta, etc.
            
            REGRAS QUANTO AOS SMBOLOS
              1- O intrprete deve ter noo dos smbolos, para entender os tipos, que muitas vzes so enunciado sem linguagem simblica.
              2-  preciso ter idias exata dos smbolos para entender as profecias que muitas vzes foram enunciadas mediante smbolos.
              3- O Novo Testamento em seus ensinos  o resultado dos smbolos constante do velho testamento.
              4- As figuras devem ser vista em seus aspectos gerais e comuns,  no em seus mnimos detalhes ou em algo apenas suposto pelo interprete.
              5- Os smbolos devem ser aplicados coerente e uniformemente nunca passando do sentido figurado para o literal ou deste para a que l , forando o texto; 
ao contrrio, deve ser dado tratamento harmonioso aos objetos do conjunto, conforme o caso.
            
            TESTE PRTICO: estude biblicamente Ap 12: 1-6 e descubra que simbolizam a mulher, a coroa de estrelas, o drago vermelho e o deserto.
            
            TIPOLOGIA BBLICA.
            Introduo:  A tipologia bblica  vastssima e instrutiva. Quando o interprete estuda a bblia atravs dos tipos sem extremismos e sem vaidade pode 
obter melhor conhecimento do plano de Deus para a redeno humana, que quase em geral  apresentado no Velho Testamento atravs da tipologia.
            I- LEITURA BBLICA:  Rm 5: 14; At 7: 44; I Co 10: 6-11; Hb 9: 11-12.
                Nota: Esses texto do Novo Testamento claramente evidenciam que pessoas, eventos e ritos religiosos contidos no Velho Testamento, tipificam ensinamento 
constantes do Novo Testamento. Os tipos so comumente classificados para efeito de estudo, em duas ordens: 
            a) Tipos Hitricos. b) Tipos Rituais. 
            
            II- TIPOS HITRICOS PESSOAIS:  a) Ado - Cristo - Rm 5: 14;  I Co 15: 45.
                                                                        b) Melquisedeque - Crito - Hb 7
                                                                        c) Moiss   -  Jesus -  Dt 18: 15; At 3: 22.
            Nota: Jesus  descrito na bblia exercendo trs funes:
                      a) PROFETA  b) SARCERDOTE  c) REI.        Explifiquemos:
            1) COMO PROFETA:  Em potencial, todos os profetas do Velho Testamento, foram tipos de Cristo. Em sentido restritivo, porem, Moiss foi o tipo especifico.
                      a) Como profeta - Dt 18 : 15-18; 3: 22.
                      b) No nascimento - Ex 1: 15;  2: 1; Mt 2: 1-16.
                      c) Rejeitado por seus irmos - Ex 2: 11-14; Jo 1: 11.
                      d) Casado com gentia durante a rejeio - Ex 2: 15-21; At 13: 46-47; 15: 14.
                      e) Reconhecido e aceito pela segunda vez - Ex 4: 29-31; Rm 11: 25-29;Zc 12:10.
            2) COMO SACERDOTE: Nesta acepo, so dois os tipos bem frisantes de Cristo no Velho Testamento:
                       1) Meuquizedeque - Gn 14: 18-20; Hb 5: 6; 6:20; 7: 1-7.
                       2) Aro - a) Escolhido por  Deus - Ex 28. Sl 110: 4.
                                      b) Lavado - Ex 29: 4; Mt 3: 14-15.
                                      c) Ungido - Ex 29: 7; Mt 3: 16; At 10: 38.
                                      d) Ministrado os negcios de Deus - Hb 5: 1-5; Lc 2: 49
            3) COMO REI:  Igualmente neste caso, todos os reais fieis entre os de Israel e Jud, foram em potencial tipos de Cristo, por estarem ocupando o trono 
de Davi - Lc 1: 31-33. Mas,entre todos eles, Davi  um verdadeiro tipo de Cristo. Explifiquemos:
            
            III- TIPOS HITRICOS COLETIVOS:   
                  A Igreja  representada no Novo Testamento por trs tipos especiais: 
                  a) Na posse de Israel da terra prometida.
                  b) Tambm Cristo  representado pelo tabernculo 
            
            IV- TIPOS RITUAIS:  
                  a) O Tabernaculo  tipo de Cristo.
                  b) Os sacrifcios so tipos de Cristo.
                  c) As orfetas legais so tipos de Cristo.
            Nota:  riqussima a tipologia bblica com respeito a CRISTO e a IGREJA.  nos impossvel nesta lio dar um exemplo de todos os tipos existentes a seu 
respeito no Velho Testamento. I Co 10:  1-11; 5: 7, etc.
            TESTE PRTICO:   Leia atenciosamente Gn 24 e descubra de quem eram tipos: Abrao, o servo Eliezer, Isaque e Rebeca.
            
            INTERPRETAO DAS PARBOLAS 
            O ensino mediante o uso de parbolas, na bblia,  muito comum, especialmente no Novo Testamento, onde est escrito de Jesus que "nada lhe falava sem 
parbolas" Mt 13: 34. Dai o valor imenso que tm as regras indispensveis a interpretao das parbolas, a fim de podermos tirar delas o grande ensino que nos ministram.
            
            I- LUITURA BBLICA:  Mc 4: 2-20
                Nota: 1- Uma parbola para ser perfeita, deve ter as seguintes caractersticas:
                          a) Forma histrica.
                          b) Ter  verossimilhana.
                          c) Ter naturalidade.
                          d) Ter correspondncia entre os elementos naturais e as verdades espirituais enunciadas.
                          2- Ao estudar as parbolas, muitas vezes nos vem a mente a mesma pergunta que fizeram os discpulos a Jesus: " Por que lhe falas por parbolas 
?" Mt 1: 3-10. Ao nosso modo de entender, eram trs os motivos porque ele ensinava atravs de parbolas:
                           a) A parbola no entendida, promove o enderece de entend-la e os levava a pedir explicaes a Jesus - Mt 13: 36.
                              b) O ensino recebido por meio de parbolas  mais fcil de ser retirado na mente do estudante. Mt 13: 11-12.
                              c) Quando se quer ocultar  de algum presente algo da aula que deve ser entendido apenas de uma parte da assistncia, conseguimos mais 
facilmente isto, mediante o uso de parbolas. Mt 13: 13 que consideramos uma parbola modelo.  Exemplo Mc 4: 2-20.
            a) A SEMENTE - a palavra de Deus. 
            b) AS AVES - Satans. 
            c) SEMENTE CAIDA SOBRE  PEDREGAIS - Recebimento do evangelho superficialmente.
            d) O ARDOR DO SOL - Provaes e tribulaes:
                                                    1) cuidados do mundo.
                                                    2) Enganos das riquezas; 
                                                    3) Ambies e outras coisas.
            e) A BOA TERRA - Os que de grado recebem o evangelho com sinceridade.
            Nota: observe-se que Jesus deixou de interpretar a figura do Semeador. Dizem os entendidos que ele assim procedeu porque pelo menos o semeador simboliza 
trs elementos:
                    a) O prprio Jesus - Mt 13:37.
                    b) Os apstolo e seus sucessores - Mc 16: 15, e a Igreja em geral - I Co 9:10
                    c) O prprio Israel, no futuro - Sl 68: 11; 126: 5-6; e ns ousaramos acrescentar um quarto elemento - os Anjo - Ap14: 6,7; Hb 1: 14.
            
            II- REGRAS PARA A INTERPRETAO DAS PARPOLAS
                 1) Deve-se identificar a figura central da parbola.
                 2) Todos elementos da parbola devem ser interpretados.
                 3) Deve-se dar ateno especial ao principio e o fim da parbola. ( eles so as chaves para penetrar-se na parbola ).
               4) As regras para interpretao dos smbolos so aplicveis as parbolas, que muitas  vezes foram enunciadas em linguagem simblica. 
                5) deve-se interpretar de acordo com a analogia da f - nunca em contrrio ao claro ensino da bblia.
                 6) Os elementos no podem ter sentido diverso nas parbolas - o que vale numa vez tambm noutra.
                 7) Em certos casos, porm um termo, mantendo a unidade fundamental, pode ser aplicado com varias modalidades e circunstncias, como no caso do semeador.
            
            MILAGRES
             Ocupa-nos  nesta lio com um dos assuntos algo controverso em meio aos evanglicos - milagre, do qual muitos afirmam haver passado com o primeiro sculo 
cristo, enquanto ns, os pentecostais, persistimos em crer e em afirmar a sua atualidade na esfera da Igreja hodierna a fim de ajuda-la no desempenho da misso 
que tem na terra.
            
            
             
            OBSERVAES IMPORTANTES:
            a) Um milagre, em regra geral,  tambm um sinal, que evidencia algo extraordinrio na prtica - At 2:1-4,7,8; I Co 14:22.
            b) O nosso texto nos diz da maneira prtica da aplicao do milagre como sinal, quando Jesus logo em seguida ao milagre apresentou-se a multido maravilhada 
como o Po da Vida.
            c) O milagre revela a procedncia daquele que foi o usado como instrumento direto a sua manifestao - Jo 3: 2.
            d) O milagre  um modo de ensinar, muito do grado de Jesus - At1: 1- que usava sempre em seguida ao milagre aplicar a lio que tinha em mente ministrar 
- Lc 5:1-10.
            e)  possvel haver falsos milagres - Mt 24: 24 - porm, esses nunca so feitos de modo como somos ensinados pela Bblia. At 3:1-16.
            f) Pelo propsito do evangelho de Joo (20:30-31),percebem - se pelo bom senso e pela lgica, que os sinas (milagres) operado por Jesus e descrito pelo 
apstolo, tinham a finalidade de provar que ele era Filho de Deus.
            
            II- DUAS COISAS A EVITAR
                 1) A incredulidade I Jo 5: 10 - e a dvida Tg 1: 6-7 - que so os maiores inimigos do cristo e devem ser evitados a todo custo. Mc 9: 23; I Jo 
5: 4; Hb 11: 1-6.
                 2) A incredulidade extrema que torna o homem fantico e cego I Ts 5: 21 - e  outro pecado em nada inferior  incredulidade.
            
            III- REGRAS PARA A INTERPRETAO DOS MILAGRES
                1) Desde que os milagres pertencem a categoria dos smbolos (sinais) em sua interpretao devemos empregar as regras mencionadas na lio VII.
                 2) Nalguns aspectos, os milat assumem a funo de parbola, e portanto, quando assim acontece, devemos empregar em sua interpretao as regras constantes 
da lio IX.
              3) Considerando que os milagres so intervenes sobrenaturais, da livre misericrdia de Deus para conosco - Lm 3: 22-24 - ao interpret-los sempre 
devemos levar tal manifestao na devida considerao, a bem do robustecimento de nossa f e esperana.
            
            TESTE PRTICO: Leia Joo 9 e descubra qual o propsito que Jesus tinha ao operar aquele milagre ali descrito.
            
            PROFECIA REVISO GERAL
            Introduo: a profecia  a base da mensagem de Deus ao homem - Hb 1:1 - o seu estudo, portanto, se reveste de profundo e indispensvel interesse ao cristo.
            
            OBSERVAES  IMPORTANTES: 
            1) O valor da profecia:
                a)  luz que alumia em lugar escuro - Sl 119: 105.
                b)  necessria em todo o tempo - at que Cristo venha.
                c) Devemos estar atentos a ela - Farol.
                d) Ela  guia seguro - Sl 119: 11; Mt 24: 35.
            
            2) Sua procedncia:
            a) No  terrena - " nenhuma profecia foi dada por vontade humana" - Am7:12-15.
            b)  divina - "homens Santos falaram inspirados pelo Esprito Santo" - II Sm 23: 2.
            
            II- O ESCOPO DA PROFECIA:
                 1. Predizer a vinda de Cristo:
                     a) Seu nascimento - Is 7: 14; 9: 6; Mq 5: 2.
                     b) Sua origem davtica - Is 11: 15.
                     c) Seu ministrio e morte - Is 53.
                     d) Sua segunda vinda - Zc 14: 4-5.
                     e) Seu reinado de paz - Is 9: 7; 11 : 5-10, etc.
              2. A Igreja era um ministrio aos profetas - Cl 1: 24-29 - no entanto, em simbolismo proftico ela  tambm prevista - I Co 10: 1-11.
               3. No estudo da profecia, muito preocupa a alguns exegetas a cronologia proftica que, de fato,  um problema de difcil soluo. Mas, afirmamos, 
ele em nada afeta nem influe na verdade proftica nem na f crist.       
            
            III- REGRAS PARA A INTERPRETAO DAS PROFECIAS
                  1) Devemos entender a profecia literalmente. Se ela houver sido enunciada em linguagem figurada, emprega-se em sua interpretao as dadas na lio 
IV.
                    2) "Nenhuma profecia da escritura  de particular interpretao". Esta regra  fundamental e Bblica. Significa que sua interpretao deve harmonizar-se 
com o consenso geral proftico e com o ensino geral da Bblia.
                    3) Deve-se empregar com o mximo cuidado na interpretao da profecia, as regras do contexto  que so indispensveis a um perfeito entendimento 
delas.
             
             TESTE PRTICO: Leia Ams 9: 11-12 - estude com cuidado esta profecia, descubra em quantas partes ela se  divide e quais os sentidos lgicos que tem 
as mesma.  
            
            
            
            
            Redigido e Corrigido pelo.
            Pastor e Prof. Harlen Gomes
            Reitor da FATADB.
            
                 



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 FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil
